Floresta Amazônica e seus encantos mágicos!

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Floresta Amazônica e seus encantos mágicos!

A floresta Amazônica é de natureza e ambiente impressionante, assim como outros biomas incríveis, cada um com seus encantos. Encontramos nos biomas, ambientes que vão desde grandes desertos,como as montanhas dos andes e os planaltos que são de tirarem nosso fôlego. O clima, a vegetação, e todos os fatores micro e macro cósmico, tornam a natureza uma fonte de vida mágica! Estudos mais recentes dos cientistas, começam a reconhecer  que acontece essa espécie de “magia” da floresta. E sabemos que isso já era conhecido pelos povos nativos há milênios de anos.

Na floresta Amazônica, existe uma complexa rede de transmissores, usam a propagação de diversas formas como a mecânica, através das ondas sonoras, magnéticos e elétricas. Uma rede sustentada pelos próprios reinos mineral, animal e vegetal. E é nesse formato de alta tecnologia, que as plantas conversam entre si, com insetos parceiros e fungos. É o caso das formigas “Aztecas”, que protegem algumas espécies de árvores. Elas(Aztecas) por sua vez, as defendem(as árvores) dos ataques de outras espécies, como as formigas “roçadeiras”.

Veja o vídeo abaixo da simbiose das Astecas com a Embaúba na Amazônia – Cecropia glazioui:

vídeo: NAT GEO WILD

Essas corajosas formigas, mostram sua energia e veracidade, e precisam! Já que suas inimigas, as fortes “roçadeiras” são capazes de comer as folhas de uma árvore gigante em poucas horas. Em dias, elas abrem uma “clareira” na floresta, dando lugar a montanhas de terras movidas pelas formigas, equivalente a tratores de esteiras para mexer e revirar o mesmo volume de terra e roçar todo quarterão de floresta.

São exemplos dessa integração, sejam em defesa ou ataque, para procriações de espécies ou de transmutações, em diferentes formas e níveis, essa comunicação é impecável acontece. O fato é que assim os seres da floresta não param infinitamente! As espécies se articulam para implantar, as suas condições, e criarem por exemplo  incríveis substâncias, espécies e seres. Esses fenômenos da natureza são mais abundantes nas florestas virgens que ainda existem no planeta, como é o caso de algumas regiões isoladas da floresta amazônica.

 

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Visão da floresta Amazônica, mostrando a intensidade de sua cobertura vegetal.

Quando entramos na floresta Amazônica, iniciamos uma experiência com os seres visíveis e invisíveis que ali habitam. As espécies de plantas e animais, há quilômetros de distância, sabem muito bem de nossa presença. Provavelmente  não descobriram a que distância chegam essas comunicações. Acredito que se depender dessa engenhosa forma da natureza se manifestar, a coisa realmente deve ir muito longe. É interessante observar também, que no início, quando pisamos nas folhas na mata, os bichos e insetos tendem a se silenciar. Imediatamente todos os seres em segundos sabem que estamos ali. São impressionantes essas características da floresta amazônica, e passar a conhecer mais sobre isso, aumentam nossos sentimentos de respeito e admiração. Geralmente os moradores das florestas, pedem permissão a entidade que chamam de “Rainha da Floresta”, um costume de crença que é bem difundida pelos seringueiros e índios.

Entrar na floresta amazônica pode ser perigoso, mas é realmente um grande privilégio. Ver infindáveis espécies de árvores, cipós, bichos, rios e florestas, que jamais pensaríamos ver antes. Tudo isso em proporções absurdamente gigantescas. Outra experiência marcante é a de presenciar o severo clima quente e úmido. Sentir na pele e verificar a importância que tem o papel da Amazônia para todo planeta no equilíbrio climático. Tamanha pressão e temperatura, faz balançar qualquer um, seja pela embriaguez natural, ou o choque e admiração da grande floresta. Onde quase tudo aponta para mistérios, e assim, como nos encanta, confirma um tanto amedrontador. Por mais experiente e repetidas vezes que o façamos, sempre iremos ver uma coisa nova, e quase sempre teremos receio e medo. Ao cair da noite, a relação com aqueles seres das florestas se intensificam. Para aventura ficar em níveis elevados, é só esperar as tempestades tropicais. A chuva anoitece o dia, criam uma atmosfera ainda mais apreensiva. São esses momentos que aumentam as chances de encontros com os seres da floresta, despertando muitas curiosidades e encantamentos de nossa parte.

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Rio Negro, navegação ao lado da floresta amazônica

Acredito que para sermos pessoas mais ecológicas, temos que praticar visitas na natureza e observa-las com calma e respeito. Uma boa dica, é praticar caminhadas e meditações na natureza e deixar com que ela se apresente a seu tempo. Considerando que nem todos nós tem essa chance, e ou, condições e até mesmo coragem. No entanto, um pequeno jardim já é suficiente, ou um parque ecológico, onde colocamos em prática a observação da natureza. Com sorte avistamos uma abelha no pólen de uma linda flor. Isso já seria suficiente para sentir a força que existe nesses lugares, um espetáculo de cores autêntica, e de formas criativas.

Uma vez vi em uma enchente de rio, formigas que juntavam seus corpos, formando uma jangada, usando a densidade da superfície da água. Saíram flutuando e navegando rio a fora pela correnteza, até onde conseguissem agarrar em galhos de árvores mais ao alto da enchente, para se abrigarem novamente e continuar a comunidade.

Veja exemplos da capacidade de organização das formigas:

via GIPHY

Em uma longa expedição pela floresta, eu estava fotografando, na primeira documentação fotográfica da madeira certificada da Amazônia. Acompanhava o jornalista Holandês, Sr. Maindert Brower. Ele escrevia a primeira matéria e livro sobre certificação da madeira para Europa sobre a floresta amazônica brasileira, pelo WWF da Holanda. Nessa expedição fomos até matas virgens, e nos deparamos com uma Samaúma de uns 40 metros, de idade que passaria dos 1000 anos de vida. Vagarosamente Sr. Maindert foi ajoelhando no chão, abismado com aquele ser que se estendia ao céu de maneira triunfante. Em meio a emoção daqueles segundos, entre todos que estavam ali, sentimos a presença do espírito mágico da floresta. 

Foto: Priscila Ulbrich
Estou fotografando as copas das árvores com mais de 30m de altura, na floresta amazônica. Foto: Priscila Ulbrich

Não é por acaso que a floresta em sua biologia extraordinária, produz as substâncias mais incríveis, e que não imaginaríamos existir. Por milênios, toda humanidade bebeu dessa fonte para conseguir especiarias, curas, alívio para dores e experiências espirituais. Desde os manuscritos do Egito, e também dos livros das dinastias do oriente, se tem conhecimento desses poderosos ecossistemas e seus benefícios, de espécies exóticas, assim como seus segredos e lendas.  

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Juncos, navios Chineses que mapearam o globo.

Os orientais atravessavam oceanos, com seus enormes navios jamais vistos antes, chamados“Juncos”, eram navios gigantes chineses com capacidade de dar a volta na terra sem abastecer de água e alimentos, entre os anos de 1.000 e 1.300. Eram naves tão grandes que somente os transatlânticos atuais podem fazer referência.

Mapa Chines do Globo mostrando as Américas
Mapas antigos Chineses que tem datas mais antigas que as descobertas da Américas pelos Europeus

Assim como, existem mitos na floresta, que hoje se discutem suas origens e veracidades. E pergunto: será que são mitos mesmo? Depois que a arqueologia recentemente descobriu, que na floresta existiram milhares de populações nativas, em complexas cidades, com grandes centros urbanos, eu não duvido mais de quase nenhum mito.

Se do ar deixassem cair uma agulha, há de dar em cabeça de índio e não no solo alto”. A afirmação do padre Alonso de Rojas em 1639 atesta a grande quantidade de habitantes que viviam às margens do Rio Amazonas naquela época. Ao longo de milhares de anos, a região permaneceu dominada por estas populações; no entanto, não é fácil reconstituir os detalhes desse passado. Os índios não tinham escrita, de modo que é preciso contar com os vestígios materiais.

Voltamos a considerar que se existiam em torno de 8 a 15 milhões de habitantes, praticamente é um mesmo número que hoje habita a selva, com nossas impactantes cidades modernas. Tendo a conhecer que onde existe uma grande cidade na América descoberta, não seja mérito dos colonizadores e sim das grandes civilizações que ali habitavam e assimilaram por milênios seus segredos.

O fato é que a floresta amazônica continua a nos intrigar  cada vez mais. Como retratei no filme documentário sobre as descobertas mais recentes dos chamados “Geoglífos da Amazônia”. São grandes desenhos geométricos feito por antigas civilizações, provavelmente antes de a floresta tomar essa forma atual. Veja o filme:

Mais recentemente, depois de nossa documentação e diversas palestras do Professor Alceu Ranzi, inclusive em entrevista ao Jô Soares, muitos cientistas passaram a ver que na amazônia, existem muito mais mistérios que se podia imaginar.

A BBC em 2015 iniciou um projeto com Drone, por causa das centenas desses geoglífos, confira: “Cientistas britânicos vão usar um drone para fazer varreduras na Amazônia brasileira e procurar vestígios de civilizações antigas. O avião não-tripulado que será enviado para a região é equipado com um laser que analisa e procura por áreas onde podem ter existido construções há milhares de anos.” Veja matéria completa AQUI.

Não cuidar e preservar a floresta amazônica, é realmente um dos maiores erros de nossa civilização atual. Perdemos com isso uma grande herança espiritual, física e química. Além das matérias-primas, frutas, remédios e espécies de animais e vegetais que nem sequer sabemos que existem ainda.

Veja o trecho da reportagem de Michael J. Heckenberger da Cientific American Brasil:

Kuhikugu, conhecida pelos arqueólogos como sítio X11, é a maior cidade pré-colombiana já descoberta na região do Xingu na Amazônia. Abrigava mil pessoas ou mais e servia como o eixo central de uma rede de aldeias menores.
Kuhikugu, conhecida pelos arqueólogos como sítio X11, é a maior cidade pré-colombiana já descoberta na região do Xingu na Amazônia. Abrigava mil pessoas ou mais e servia como o eixo central de uma rede de aldeias menores.

“A aparência pode ser enganosa. Escondidos sob as copas das árvores da floresta estão os resquícios de uma complexa sociedade pré-colombiana. Trabalhando com os cuicuro, escavei uma rede de cidades, aldeias e estradas ancestrais que já sustentou uma população talvez 20 vezes maior em tamanho que a atual. Áreas enormes de floresta cobriam os povoados antigos, seus jardins, campos cultivados e pomares que caíram em desuso quando as epidemias trazidas pelos exploradores e colonizadores europeus dizimaram as populações nativas. A rica biodiversidade da região reflete a intervenção humana do passado. Ao desenvolverem uma variedade de técnicas de uso da terra, de enriquecimento do solo e de longos ciclos de rotatividade de culturas, os ancestrais dos cuicuro proliferaram na Amazônia, apesar de seu solo natural infértil. Suas conquistas poderiam atestar esforços para reconciliar as metas ambientais e de desenvolvimento dessa região e de outras partes da Amazônia.”

 

 

VEJA TAMBÉM:

 

http://materiais.amazonandesproject.org/decorar_materiais_floresta_amazonica

 

Doc. da Amazônia – A Vacina do Sapo – Yawanawas

Doc. da Amazônia – A Vacina do Sapo – Yawanawas


 

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